AGOSTO 2026
Como funciona o horário de verão (e por que cada vez menos países o usam)
O horário de verão é a prática de adiantar os relógios em uma hora durante os meses mais quentes do ano, com o objetivo original de aproveitar melhor a luz natural do dia e economizar energia elétrica. A ideia parece simples, mas na prática ela gera confusão todo ano — e vem sendo abandonada por um número crescente de países.
De onde veio a ideia
A proposta de adiantar os relógios no verão é geralmente atribuída a Benjamin Franklin, mas só foi adotada de forma ampla durante a Primeira Guerra Mundial, quando a Alemanha e o Reino Unido passaram a usá-la para economizar carvão. Ao longo do século XX, a prática se espalhou por dezenas de países, principalmente nos hemisférios com estações bem definidas.
Como o ajuste funciona na prática
Nos países que adotam o horário de verão, os relógios costumam ser adiantados em uma hora no início da primavera e voltados ao horário normal no início do outono. A data exata varia de país para país — nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, as datas de início e fim não coincidem, o que já causa diferenças de horário "extras" entre os países durante algumas semanas do ano.
Por que o Brasil não usa mais
O Brasil adotou o horário de verão em diversos períodos entre 1931 e 2019, aplicado principalmente às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida foi suspensa em 2019, quando estudos do governo indicaram que o impacto na economia de energia havia se tornado pequeno, sobretudo com a mudança no perfil de consumo elétrico do país ao longo do dia.
Quem ainda usa em 2026
Hoje, a maior parte da Europa, partes do Canadá e dos Estados Unidos, além de países como Austrália e Nova Zelândia, ainda alternam entre horário padrão e horário de verão todos os anos. Já países como Rússia, Islândia, Japão, China e a maioria das nações da América do Sul e da Ásia mantêm o horário fixo o ano inteiro.
Por que a prática está perdendo força
Vários estudos recentes apontam que a economia de energia gerada pelo horário de verão é pequena ou inexistente em países com alto uso de ar-condicionado, já que o consumo elétrico se desloca, mas não diminui de forma significativa. Some-se a isso pesquisas relacionando a troca de horário a impactos no sono e na saúde, e fica mais fácil entender por que a União Europeia já discute formalmente o fim definitivo da prática.
Para quem lida com horários internacionais no dia a dia, o principal cuidado é lembrar que a diferença de fuso horário entre dois países pode mudar ao longo do ano — dependendo se um deles observa horário de verão e o outro não. Uma ferramenta como o conversor de fuso horário do WorldTime já leva esse ajuste em conta automaticamente.